sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FLORES DO MONFURADO

O mês de Dezembro foi muito especial para as FLORES DE MONFURADO levando-as a fazer as suas primeiras actuações fora da sua vila.

Actuaram no Pavilhão de exposições em Montemor-o-, no dia 4 de Dezembro de 2011 .

Dia 10 de Dezembro no Centro Social D. João Paulo II, em Foros de Val Figueiras. As Florinhas sentiram o carinho e a atenção do maravilhoso público que os aplaudiu calorosamente dando-lhes grande estímulo, confiança, e muito carinho. Este foi para eles um dia inesquecível.

Dia 16 na Sociedade Recreativa G. U. Escouralense na festa de Natal da Associação de pais em conjunto com as escolas locais, também ali as “Flores do Monfurado “se esmeraram e mais à-vontade, por estarem em casa ,cantaram como verdadeiros rouxinóis.

FLORES DO MONFURADO

O mês de Dezembro foi muito especial para as FLORES DE MONFURADO levando-as a fazer as suas primeiras actuações fora da sua vila.

Actuaram no Pavilhão de exposições em Montemor-o-, no dia 4 de Dezembro de 2011 .

Dia 10 de Dezembro no Centro Social D. João Paulo II, em Foros de Val Figueiras. As Florinhas sentiram o carinho e a atenção do maravilhoso público que os aplaudiu calorosamente dando-lhes grande estímulo, confiança, e muito carinho. Este foi para eles um dia inesquecível.

Dia 16 na Sociedade Recreativa G. U. Escouralense na festa de Natal da Associação de pais em conjunto com as escolas locais, também ali as “Flores do Monfurado “se esmeraram e mais à-vontade, por estarem em casa ,cantaram como verdadeiros rouxinóis.

GÉNESE DO PENSAMENTO

Em nuvens de espuma envolto,

Meu pensamento dorme solto,

Moendo imagens recolhidas

Em horas e horas seguidas.

Imagens se fazem ideias

(Umas lindas e outras feias),

Ficando todas em fusão

Na cozinha da cognição

E, quando o pensamento acorda,

A mente somente recorda,

O que interessa na ocasião.

Esta é a nossa função:

Elaborar o pensamento

Que interessa em cada momento.

Vila Viçosa, 5-II-1995

MANUEL BOTELHO

UM TEXTO MUITO INTERESSANTE QUE VALE A PENA LER ATÉ AO FIM:

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.

Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.
A Saúde e as Emoções.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à auto-afirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controlo interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básicas são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto acho que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a doença, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um cancro de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu fisicamente. Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade na tua vida... Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras no teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males da nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendava para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. A minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida quotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir isto?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?
O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor .

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.

" Todos os vícios, quando estão na moda, passam por virtudes "

Moliére

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Na serenidade nasce a bonança. E a bonança é filha da paz. E na paz nasce a esperança. Dos homens livres que ela faz.

Magda Gomes

GRUPO ESTRELA ESCOURALENSE

O Campeonato Distrital de Honra iniciou-se em 2 de Outubro e na 1ª. jornada o Estrela Escouralense recebeu e venceu o Canaviais por duas bolas a uma. Na jornada seguinte o Estrela deslocou-se a Oriola e perdeu por duas bolas a uma. Na 3ª jornada foi a Reguengos de Monsaraz vencer o Perolivense por três bolas a zero. Na 4ª jornada o Estrela recebeu o Borbense e não foi além de um empate a uma bola. Na 5ª jornada o Estrela Escouralense foi a Bencatel e perdeu por duas bolas a uma. Na jornada seguinte recebeu o Santiago Maior e goleou por cinco bolas a uma. Na 7ª jornada o Estrela Escouralense deslocou-se ao terreno do primeiro classificado Monte do Trigo conseguindo um empate a uma bola, tendo roubado os primeiros pontos a esta equipa. Na 8ª jornada recebeu em casa o Portel e não foi além de um empate a uma bola. Na jornada seguinte deslocou-se a Lavre e o resultado foi um empate a duas bolas. Na 10ª jornada o Estrela Escouralense recebeu o seu vizinho Giesteira e deste derby resultou a vitória do Estrela por cinco bolas a zero. O Estrela continua na taça depois de ter eliminado respetivamente o Calipolense e o Viana. Estão apurados para eliminatória seguinte, Estrela Escouralense, Monte do Trigo, Portel, Estremoz da Divisão de Honra e Aldeense , Corval Cortiço, Alcáçovas da primeira Divisão. O sorteio dos jogos da taça realiza-se no dia 26-12-2011 pelas 20-30 horas na Associação de Futebol de Évora.

Olímpio Rosa

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MEMÓRIAS DE UM GUARDA-REDES

Episódio 16 - FAUSTINO, O TESOUREIRO

Como já se devem apercebido, a maior parte das memórias que eu tenho aqui escrito, não têm a ver directamente com o futebol, mas sim com toda a vivência que ao longo dos anos (já lá vão trinta e sete), tenho tido com as gentes do Escoural. Assim sendo penso que o título “Memórias de um guarda-redes”, deveria ser mudado para “Memórias de um puto que vinha da Baixa da Banheira para dar uns frangos, tendo por cá ficado, e que ao fim deste tempo, como já não pode jogar futebol, começou a chatear a cabeça aos Escouralenses com as suas memórias”. Ena pá, mas que grande título. Só para o título seria preciso meia página do jornal. Não, esqueçamos, e vamos deixar tudo como estava.

Assim sendo, vamos lá à memória de hoje.

Esta história leva-nos aos inícios da minha relação com o Escoural, eu diria mais, e se a memória não me falha, leva-nos mesmo aos primeiros anos da minha chegada.

Permitam-me lembrar que o meu “ordenado” no Escoural resumia-se ao bilhete do comboio, acrescido do almoço e lanche pagos pelo clube (ou a convite de alguém). Bastante mais tarde, e quando o clube tinha disponibilidade, o bilhete do comboio foi substituído pelo valor da gasolina do carro. Ou seja, naquela época, eu e os manos Rabino éramos os jogadores “mais caros” do clube. De vez em quando, lá havia um adepto de mais posses que perdia a cabeça, e a título de prémio por uma boa exibição ou um bom resultado, lá me dava 50 ou 100 escudos, o que traduzido em euros, daria actualmente 25 ou 50 centimos (estão-se a rir ???... “granda” luxo na altura!!!).

Mas isto vem a propósito, do facto de a pessoa que nos fazia o pagamento das passagens ser o tesoureiro do clube, que na altura era o Ti Faustino, um velhote muito simpático, bem disposto, e sempre com um sorriso enternecedor.

O Ti Faustino, foi uma das muitas pessoas com quem logo de início tive uma relação muito especial, pois sempre senti da parte dele um apoio e um carinho muito particular.

Quantas vezes depois do jogo, andava ele à minha procura para me dar o dinheiro das passagens, para que eu não viesse “a falar sozinho” para a Baixa da Banheira, pois ele sabia que o dinheiro no meu bolso era escasso, como tal, fazia mesmo muita falta.

Mas o que me levou de facto a escrever esta história vem a seguir.

O Ti Faustino, com o passar do tempo, fortaleceu o carinho que tinha por mim de tal modo, que já me considerava um Escouralense, e a certa altura disse “-Já és nosso, tens de cá ficar, tens de casar com uma rapariga cá da terra-“.

Eu percebi muito bem que ele queria que eu criasse raízes, pois a vontade dele era que eu fosse para sempre Escouralense, que nunca mais deixasse esta vila.

Até aqui tudo bem, até porque eu ainda nem sequer namorava, estava bem longe dessa ideia, e a única rapariga que nessa altura me fazia perder a paciência, era a minha fã número um, a Cila, que tinha na altura talvez nove ou dez anos. Sim, a tal do ramo de rosmaninho, e que era endiabrada, reguila, irrequieta, eléctrica e acima de tudo “chata como a potassa”, a quem só nos apetecia dizer: - Põe-te lá quieta, porra!!!-. Lembram-se dela?... Pois, essa mesmo.

Mas voltemos à história.

Só que os anos foram passando, e o Ti Faustino ia repetindo o desejo, até ao dia em que me casei, e aqui é que “a porca torceu o rabo”.

É que, quando o Ti Faustino repetiu esse seu desejo ao pé da minha esposa, a Delfina, não calculam o “trinta e um” que ele me arranjou.

Não foi ele que a ouviu, fui eu que a aturei durante dias, semanas e até meses. Eu penso (aliás, tenho a absoluta certeza) que ainda hoje, ela não gosta muito de falar desse assunto.

Seja como for, tem-se cumprido em parte o desejo do Ti Faustino, pois eu representei o Estrela até aos quarenta e três anos; comprei uma casita no Escoural onde estou quase todos os fins-de-semana e passo a maior parte do tempo das minhas férias; fortaleci os meus laços de amizade (diria mesmo familiar) com os Escouralenses em geral; o meu filho não nasceu no Escoural, mas é como se tivesse lá nascido, pois são de lá os seus grandes amigos; e a minha esposa, embora seja de Lisboa, já não diz que “vai comprar chouriço ao Zé Ricardo”, passou a dizer que “vai à do Zé comprar linguiça e bico”, além de que aprendeu a fazer uma óptima açorda à alentejana, uma apetitosa sopa de cação, e um saboroso assado de borrego. Só é pena ainda não se ter especializado na sopa da panela, mas enfim … ninguém é perfeito.

Como vê Ti Faustino, onde quer que esteja se me puder ouvir, o seu desejo em parte cumpriu-se, e quero continuar a fazê-lo cumprir, pois esta é a minha forma de o homenagear.

Foi mais uma história, esta um pouco mais pequena que algumas outras, mas suficientemente grande para honrar a memória de alguém, que não quero que me saia da memória.

Do Ti Faustino, ficou há muito a eterna saudade.

Despeço-me até à próxima história com AQUELE ABRAÇO.

VITOR RANGEL

vrangel@netcabo.pt