terça-feira, 6 de dezembro de 2011

OBSERVADOR

Como sol resplandecente,

Tu me olhas atentamente;

Como a lua por mim vela,

Sempre meiga, sempre bela;

Como o vento tudo corre,

Com força que nunca morre;

Assim eu tudo observo

Com olhar que não reservo

Como a brisa matinal,

Na natureza real,

Por todo o monte passeia,

Assim olho calmamente

Tudo e todos, toda a gente,

Com vida, força e vigor,

Porque sou Observador.

Monforte, 2-XII-1995

IMANUEL BOTELHO

VAI SER RETOMADA A EXPLORAÇÃO DO OURO EM SANTIAGO DO ESCOURAL

Á mais de trinta anos, que se fala de ouro nas minas de Monfurado.

Várias Empresas têm mostrado interesse nestas minas, tais como: A Iberian Resources, Rio Nabera, Gold Minas, e Kernow Resources etc.

A mina da Boa Fé na Herdade da Chaminé, Freguesia de S. do Escoural, está desactivada desde o ano 2008 e será retomada em 2012.Esta retomada já estava prevista para 2009. Na altura os estudos feitos apontavam para uma mina viável de 15 anos, e 30km de extracção que apontam para 2 tonelada e meia de ouro, por ano. As terras do Monfurado apontavam para 2g de ouro por cada tonelada de solo.

A licença de prospecção foi atribuída ao consórcio canadiano Colt Resourcese e à Iberian Resources com a duração de três anos.

Confirmando-se a viabilidade do projecto, iniciará de imediato a exploração. O Contrato foi assinado no dia 2 de Novembro com o Ministério da Economia.

Tenho amigos e saudades.

Querida amiga Cíntia aceito o teu convite, vou visitar-te. Vou no carro do meu pai, saímos do Escoural de manhã cedo e penso chegar aí à hora de almoço. Que tal começarmos por brincar às escondidas? Depois à apanhada, ao ursinho dorminhoco, e à manteiga derretida?

Onde vives, tem algum parque infantil para brincarmos? Podemos ir lá sozinhas? Ah! Acabei de me lembrar que a minha irmã também vai! Se tiveres uma bola, vamos jogar futebol, é o seu brinquedo preferido. No dia seguinte podemos levantar cedo e ir passear perto do rio para apanhar ar fresco?

O ar fresco da manhã faz muito bem, é saudável. À tarde, não podemos apanhar calor, Aproveitamos para descansar e falar um pouco.

Ao final da tarde, quando já não tiver muito sol volta a brincar na rua.

Gostava de te ensinar uns jogos que aprendi na minha escola e algumas músicas.

Despeço-me com um grande beijinho, até sábado.

Tua amiga Sofia SANTOS

(9 anos)

COISAS PEQUENAS

Entramos nas superfícies comerciais com o passo rápido, de objectivo definido, lista de compras feita, olhando para o que está em frente.

Depois, com alguma atenção, fixamos as prateleiras da direita e da esquerda, onde os produtos estão estrategicamente colocados. Raramente olhamos para o chão, a não ser que o sinal anuncie piso molhado.

Mas naquele dia a mensagem estava aos nossos pés. Corações vermelhos e verdes colados ao pavimento mostravam as cores da nossa bandeira, falavam português.

Na zona da fruta, uns corações minúsculos estavam colados na pêra rocha, na maçã reineta, no pêro bravo esmofo, na laranja algarvia e na banana da Madeira.

Alertados e já conscientes de que devemos optar pelo que é nosso, foram estas as frutas que pusemos no saco.

Lemos que Montemor-o-Novo vai ter um banco de terra.

Lemos que Cristiano Ronaldo também quer ter legumes frescos e vai fazer uma horta no terreno da nova casa.

Ouvimos falar em quintas computorizadas que ocupam imensa gente!...

É o rejuvenescimento da terra? É a necessidade de superar a crise? Ou é a consciência duma alimentação mais saudável?

Os espinafres da nossa sopa têm a folha pequenina, uns caules tenros e gostosos. São os espinafres do Lela.

As romãs e os marmelos do Renhenha descem da Tapada, arrumadinhos na bicicleta e param logo à ponte. Trazem o cheiro da natureza.

Os dióspiros são do Ezequiel, da prima Leocádia, do Barbado. Entram-nos em casa oferecidos (Por isso, expliquei à Elisa que não há dióspiros à venda nas lojas).

Os ovos desceram o caminho bem arrumadinhos no saco da Dona Idília e, estrelados, revelaram-nos uma gema alaranjada como o sol poente.

Os coelhos do Henrique comeram boa erva apanhada à beira da estrada e têm um fígado limpinho e uma carne rija e saborosa.

As nossas pequenas coisas têm identidade e qualidade. Dicas sobre saúde e algo mais…

Hepatites B e C

Como foi referido na dica anterior neste número o tema vai continuar com destaque para a hepatite B e C, embora haja outras E, D, e G; optei por estas duas de maiores riscos de contágio. Alertando assim para os cuidados a ter nas vias de transmissão com destaque para os meios de prevenção.

Ah! Tivesse eu um autocolante com coração e outro com a cabeça dos cavalos da nossa gruta, e poderíamos ler:

«Produto nacional produzido no Escoural».

Maria Alice Ferro Alves

COISAS PEQUENAS

Entramos nas superfícies comerciais com o passo rápido, de objectivo definido, lista de compras feita, olhando para o que está em frente.

Depois, com alguma atenção, fixamos as prateleiras da direita e da esquerda, onde os produtos estão estrategicamente colocados. Raramente olhamos para o chão, a não ser que o sinal anuncie piso molhado.

Mas naquele dia a mensagem estava aos nossos pés. Corações vermelhos e verdes colados ao pavimento mostravam as cores da nossa bandeira, falavam português.

Na zona da fruta, uns corações minúsculos estavam colados na pêra rocha, na maçã reineta, no pêro bravo esmofo, na laranja algarvia e na banana da Madeira.

Alertados e já conscientes de que devemos optar pelo que é nosso, foram estas as frutas que pusemos no saco.

Lemos que Montemor-o-Novo vai ter um banco de terra.

Lemos que Cristiano Ronaldo também quer ter legumes frescos e vai fazer uma horta no terreno da nova casa.

Ouvimos falar em quintas computorizadas que ocupam imensa gente!...

É o rejuvenescimento da terra? É a necessidade de superar a crise? Ou é a consciência duma alimentação mais saudável?

Os espinafres da nossa sopa têm a folha pequenina, uns caules tenros e gostosos. São os espinafres do Lela.

As romãs e os marmelos do Renhenha descem da Tapada, arrumadinhos na bicicleta e param logo à ponte. Trazem o cheiro da natureza.

Os dióspiros são do Ezequiel, da prima Leocádia, do Barbado. Entram-nos em casa oferecidos (Por isso, expliquei à Elisa que não há dióspiros à venda nas lojas).

Os ovos desceram o caminho bem arrumadinhos no saco da Dona Idília e, estrelados, revelaram-nos uma gema alaranjada como o sol poente.

Os coelhos do Henrique comeram boa erva apanhada à beira da estrada e têm um fígado limpinho e uma carne rija e saborosa.

As nossas pequenas coisas têm identidade e qualidade.

Ah! Tivesse eu um autocolante com coração e outro com a cabeça dos cavalos da nossa gruta, e poderíamos ler:

«Produto nacional produzido no Escoural».

Maria Alice Ferro Alves

A LÁGRIMA

Lágrima é símbolo de emoção

Pelos olhos transmitida

É uma estranha sensação

Quando a alma está vencida

Lágrima do rosto caída

Brilhante de sofrimento

Dum enorme sentimento

Gota frágil bem sentida

Numa lágrima perdida

Por causa duma desilusão

Por vezes com indignação

Corre um rio de lembranças

Onde se afogam as lembranças

Lágrima é símbolo de emoção

Há lágrimas que vão correndo

Perdidas num triste olhar

Sem conseguirem disfarçar

Logo outras vão aparecendo

Seja por um diferendo

Ou por um desgosto da vida

Sentimento de coisa perdida

Ou através duma saudade

Por vezes em quantidade

Pelos olhos transmitida

Nas águas turvas da vida

Que os olhos vão sentindo

Há lágrimas que vão caindo

Duma forma desmedida

Outras vezes mais contida

Dependendo da situação

Por vezes com a preocupação

Tentando não demonstrar

É difícil de de explicar

É uma estranha sensação

Quando as lágrimas que brotaram

Que o cansaço vai secando

Que o silencio vai calando

E que as emoções questionaram

Não foi por isso que aliviaram

As esperanças adormecidas

São sonhos de vida perdida

São sentimentos de solidão

Que nos apertam o coração

Quando a alma está vencida

O Autor: José Pinheiro Simões

ECOS DO MONFURADO 12-2011

A Associação de amigos do Escoural, Realizou no passado dia 12 de Novembro de 2011, mais um espectáculo de variedades para angariação de fundos monetários, como vem sendo hábito durante o mês de Novembro.

Anualmente é hábito a realização de uma noite de fados, este ano infelizmente não foi possível a sua realização. Pedimos desculpa e agradecemos a todos os fadistas que se haviam voluntariado para esse espectáculo, mas como é do conhecimento de todos não conseguimos, guitarra, nem viola voluntária e as nossas possibilidades monetárias são escassas.

Mas, como diz o provérbio:”quando se fecha uma porta abre-se sempre uma janela”. Foi o que aconteceu. Não ouve fados mas realizou-se um maravilhoso espectáculo que regalou todos os presentes. Agradecemos a todos os que aceitaram o nosso convite voluntariamente e nos proporcionaram um serão maravilhoso de partilha e amizade. Grupo OS FORA D, ORAS de Montemor-o-Novo, O Rancho etnográfico de Arraiolos, o Grupo Coral As Escouralenses. E o Grupo da casa (AS FLORES DO MONFURADO), ambos de Santiago do Escoural.